As novas 30 medidas do Governo para responder à crise na Habitação
O Ministério das Infraestruturas e Habitação propõem 30 novas medidas que visam reversão de algumas das medidas propostas e aprovadas no pacote Mais Habitação, no ano anterior.
As 30 novas medidas para a Habitação:
- Disponibilização de Imóveis Públicos para Habitação (build to rent) com renda/preço acessível (90 dias)
- Regime legal semi-automático de aproveitamento de imóveis públicos devolutos ou sub-utilizados por apresentação casuística de projeto de Habitação (10 dias)
- Alteração da Lei dos Solos para permitir o uso de solos rústicos para soluções sustentáveis de Habitação:
- Habitação a Custos Controlados;
- Arrendamento acessível;
- Alojamento temporário (reforço BNAUT);
- Oferta para casas de função: professores, forças de segurança, trabalhadores agrícolas, industriais e setor do turismo
- Criação de Bónus Construtivo (aumento dos índices e limites de densidade urbanística) (90 dias)
- Novas Centralidades Urbanas na envolvente das zonas de pressão urbanística, com planos urbanísticos sustentáveis (estudo 120 dias)
- Garantia do Estado a crédito para construção de cooperativas com entrega de terreno público (90 dias)
- Linhas de crédito para promoção do build to rent (60 dias)
- Pacto com Agentes do Sector para aumento da capacidade construtiva – estabilidade da capacidade produtiva, industrialização do processo, atração e qualificação de mão-de-obra residente
- Redução de IVA para a taxa mínima de 6% para as obras de reabilitação e construção de Habitação, com limites em função dos preços (até ao fim da legislatura)
- Desbloqueio de 25.000 casas do PRR com adoção de termo de responsabilidade das Câmaras Municipais, de modo a acelerar os processos (10 dias)
- Reforço de financiamento para viabilizar o desenvolvimento de milhares de outros fogos candidatos, mas não financiados no PRR (30 dias)
- Robustecer a capacidade de promoção do IHRU através da Construção Pública EPE, na realização dos fogos do Programa de Arrendamento Acessível
- Revogação do arrendamento forçado
- Revogação da medida do Mais Habitação de garantia e substituição do Estado como arrendatário
- Correção das distorções introduzidas ao Regime de Arrendamento Urbano nos últimos 8 anos (nomear grupo de trabalho)
- Criação do contrato de investimento para built to rent e available-to-let
- Possibilitar constituir um ou mais contratos de seguro através de um prestador que não seja o da preferência do mutuante
- Regulamentação, aprofundamento e aperfeiçoamento da legislação de desburocratização e simplificação administrativa urbanística
- Aprovar o Código da Construção
- Implementação da utilização metodologia BIM e aproximação de plataformas municipais de licenciamento de interface com os agentes económicos
- Adequar o conceito de custos controlados e renda acessível para refletir o segmento de habitação acessível em cada local/momento. Gerando maior previsibilidade e perenidade ao mercado
- Alojamento Local, revogação da CEAL1, da caducidade da licença e transmissibilidade, e da alteração ao coeficiente de vetustez
- Criação do Portal do IHRU para acompanhamento dos processos de candidaturas
- Garantia Pública aos jovens para viabilizar o financiamento bancário (15 dias)
- Isenção IMT e IS jovem: isenção dos jovens até aos 35 anos nos imóveis até ao 4º escalão (até 316 mil euros)
- Reformulação do Porta 65: para colocar a realidade económica do jovem em primeiro lugar, acabando com exclusões em função de limites de rendas
- Programa de Emergência para o Alojamento Estudantil
- Implementação do Plano Nacional Alojamento 2025-26: oferta de mais 18.000 camas (30 dias)
- Agilização dos programas de subsídio de renda, eliminando as restrições, designadamente nas caducidades
- Criação de regulamento de transição entre as rendas apoiadas e renda acessível, por forma a garantir a não existência de descontinuidades nos apoios
Fonte: CNN Portugal